Lendo rótulos

A primeira coisa a saber é que o rótulo não é enfeite. Alguns são modernos e coloridos, outros mais clássicos, mas o importante são as informações que ele traz sobre o vinho, afinal o rótulo é o principal meio que uma vinícola dispõe para passar informações ao consumidor. Antigamente (até 1860) os vinhos eram vendidos sem rótulos e todas as informações, quando existentes estavam gravadas nas rolhas.

Atualmente, é preciso considerar que cada país adota critérios legais específicos sobre o que deve constar nos rótulos de seus vinhos, mas alguns dados normalmente são comuns a todos os vinhos como:

  • País de Origem / Denominação de Origem

  • Indicação quantitativa em ml

  • Graduação alcoólica GL

  • Nome da vinícola / produtor / marca

  • Nome do vinho ou diferenciação (ex: Gran Reserva, Reserva)

  • Safra / ano da colheita

  • Tipo da Uva

  • Registro no ministério da agricultura (Brasil)

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NOME DO VINHO OU DIFERENCIAÇÃO

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TIPO DE UVA

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DENOMINAÇÃO DE ORIGEM

Alguns países adotam o critério geográfico para denominar seus vinhos, ficando subentendida a varietal usada, o que acontece na França (com exceção da Alsácia) e na Itália. Assim, se você estiver tomando um Beaujolais (nome de região) está implícito que ele foi produzido com a uva Gamay, se for um Borgonha tinto, ele foi produzido com uva Pinot Noir, embora nada esteja escrito no rótulo. A Denominação de origem também indica a região onde o vinho foi produzida, por exemplo no Brasil o Vale dos Vinhedos foi considerada a primeira denominação de origem dos vinhos brasileiros, onde indica que independentemente do tipo da uva, foram produzidas na região citada e este selo é controlado por safra, tipo de uva, produção numerada, produtor, etc… Alguns exemplos são D.O (Italia), D.O.C (Argentina) esta informação está diretamente ligada a classificação e a qualidade do vinho, ou seja, é um bom indicador

Outra informação que é cada vez mais comum nos rótulos é a identificação do vinho pela variedade predominante da uva utilizada. Denominado como o critério varietal. Utilizam este critério a Califórnia, Austrália, Argentina, Uruguai, Chile, África do Sul, Austrália, Europa Central e o Brasil na categoria de vinhos finos

A legislação brasileira exige que nas garrafas de vinhos seja informado a composição. Mas em outros países isto não é muito comum, por este motivo os vinhos importados recebem uma etiqueta adesiva sobre o rótulo original para atender estas exigências. Normalmente são feios, mal impressos e quebram o visual da garrafa, mas digamos que seja um mal necessário.